
Levantamento inédito mede atenção real em TV, celular e computador e coloca o YouTube na liderança entre pessoas de 13 a 54 anos.
O TikTok acumula mais atenção do público de 13 a 54 anos do que a Netflix em oito países, entre eles o Brasil. O dado aparece no ESHAP Cross-Screen Attention Index, levantamento internacional criado pelo analista de mídia norte-americano Evan Shapiro que compara o tempo dedicado à televisão, aos serviços de streaming e às plataformas digitais em diferentes aparelhos. O período analisado vai de dezembro de 2025 a maio de 2026, e o estudo cobre ainda Estados Unidos, Reino Unido, México, Alemanha, França, Espanha e Itália.
O resultado se repete nos oito mercados, e o YouTube lidera a atenção nessa faixa etária em todos eles. Quando os países são reunidos em uma análise única, o TikTok fica atrás apenas do YouTube. Há, porém, uma diferença relevante no recorte local: nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha, na França, na Espanha e na Itália, a plataforma supera também a mídia tradicional, mas Brasil e México são exceção. Nos dois países, as emissoras nacionais seguem à frente do TikTok e ocupam o lugar da Netflix entre as quatro maiores forças de atenção.
O cenário fica mais desfavorável para a Netflix quando o corte cai para 13 a 44 anos. Nessa faixa, o Instagram também passa a superar a plataforma no Brasil, no México, na Espanha, na Itália e nos Estados Unidos. Somando Facebook e Instagram em uma métrica única da Meta, já descontadas as sobreposições, o grupo ultrapassa a Netflix nos oito mercados entre pessoas de 13 a 54 anos.
A metodologia é o ponto central do estudo. O índice trata o tempo como recurso limitado e evita contar duas vezes o uso simultâneo de aparelhos: se a pessoa olha para a televisão com o celular na mão, o período vai para o televisor; se navega no TikTok com a TV ligada, a atenção é atribuída só à plataforma digital. Os cálculos incorporam dados de Nielsen, BARB, Médiamétrie, Comscore e Sensor Tower. Na leitura de Shapiro, a Netflix segue forte, mas se mostra vulnerável diante do consumo por celular. O público de 55 anos ou mais é o único que ainda dedica parcela desproporcional da atenção à mídia tradicional.